Correr
queima calorias e melhora o condicionamento cardiovascular, mas exige uma série
de escolhas que podem interferir no seu desempenho e na sua saúde. Variar os terrenos
pode ser uma boa maneira de aproveitar o melhor de cada solo. O corredor só não
pode esquecer a especificidade de cada prova: se for realizada no asfalto, você
não pode treinar apenas na grama, para evitar o impacto nas articulações.
Subidas
íngremes ou declives acentuam a dificuldade e o gasto calórico, mas devem ser
selecionadas com critério. Quanto maior for o esforço, maior será o gasto
calórico. Ao mesmo tempo, quanto maior for o esforço, menor será o tempo
tolerado no exercício.
Conheça
os prós e contras de treinar em cada tipo de terreno
Asfalto
Nada como
treinar no piso em que você vai disputar a prova. Para os corredores de rua,
ele recomenda reservar pelo menos um dia da semana para este tipo de terreno.
O asfalto
é uma superfície relativamente dura e que proporciona baixa absorção do
impacto.
Terra batida
A terra
batida é considerada a superfície perfeita para a prática da corrida,
oferecendo excelente absorção do impacto. O tênis sujo após o treino,
principalmente em dias de chuva, é um dos problemas deste tipo de terreno. É difícil
encontrar grandes extensões deste tipo de solo nas metrópoles, mas ele pode ser
excelente para quebrar a rotina do treino.
Grama
Assim
como a terra batida, absorve muito o impacto, aliviando tornozelos e joelhos.
Requer cuidado nos dias de chuva, ou logo pela manhã, já que o orvalho deixa a
grama escorregadia. Torna-se muito complicado treinar apenas na grama, pois são
locais onde não existem grandes distâncias neste tipo de terreno.
Quando
desnivelado, este tipo de solo aumenta a probabilidade de lesões.
Areia
O treino
na areia fofa proporciona o ganho de força e velocidade ao corredor, além de
fortalecer a musculatura da coxa, mas pode agravar problemas ósseos ou
articulares preexistentes. Já a corrida na areia molhada trabalha toda a
musculatura dos membros inferiores, mas também exige mais desta região do
corpo. Na areia, o centro de gravidade do corredor é deslocado, forçando a
coluna e o quadril. A superfície desnivelada também não é a ideal e como a
maioria das praias urbanas é de tombo, ou seja, possui inclinação nas
proximidades da água do mar, o declive pode agravar um problema já existente.
Esteira
A esteira
proporciona mais amortecimento do impacto quando comparado aos treinos
externos, mas alguns corredores consideram-na monótona. Também é interessante
em dias frios ou chuvosos e ainda para quem busca um treino com inclinação, mas
não tem ladeiras por perto, já que basta um clique para encontrar a posição
ideal.
A
facilidade de manter o ritmo da corrida. Ela não pode ser à base do treino, já
que a mecânica é muito diferente de uma prova de rua.
Cimento
O cimento
é pouco utilizado para treinos de corrida. Levanta muita poeira e existem
poucos locais com este tipo de terreno.
O cimento
é uma superfície muito dura, com baixa absorção de impacto e alto risco de
lesões articulares. Entre os prós de correr neste tipo de terreno, esta a
facilidade de correr em um solo nivelado sem o risco de tropeçar.
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